O grande gênio Albert Einstein nos deixou, dentre outras façanhas espetaculares, a ideia de que o tempo é relativo. Talvez essa tenha sido uma das suas “falas” que mais caiu na boca do povo. A relatividade do tempo, entretanto, não podia considerar o impacto social do alcance da tecnologia. A noção do tempo que temos hoje, com o acesso à internet cada vez mais facilitado, é completamente diferente.

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Nomofobia

Você sabe o que significa esse termo? Nomofobia é o medo irracional de ficar sem acesso ao seu celular. A parte “nomo”, que antecede o sufixo, vem do inglês “no mobile” que em português significa “sem celular”.

As ideias que alimentam esse medo podem ser das mais corriqueiras até as mais improváveis, como:

  • Acabar a bateria mais rápido do que se espera;
  • Ficar sem o carregador, seja por perda, esquecimento ou ele parar de funcionar;
  • Consumir todo o pacote de dados e não conseguir usar a internet;
  • Ter o aparelho roubado ou furtado;
  • Esquecer o celular em casa, no carro, no trabalho e não conseguir buscar;
  • Deixar o telefone cair no chão e ele quebrar.

Se para você essas ideias também parecem demasiadamente assustadoras, fique atento. A nomofobia pode estar associada a diversos outros fatores prejudiciais. Ansiedade, tremores, irritação e até depressão podem acompanhar os usuários nomofóbicos. Quanto mais cedo for percebido o problema, mais fácil será para trabalhar na resolução dele.

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E a noção do tempo?

No caso da nomofobia, o tempo passado no celular não determina o diagnóstico. Nem pra quem perde a noção do tempo, e nem para quem está atento a isso. Algumas pessoas podem passar diversas horas no celular sem serem nomofóbicas. Muita gente precisa do celular para trabalhar ou estudar, por exemplo. Há quem precise ficar em contato com idosos ou crianças por questões de saúde e segurança. Por isso, não é o tempo que define o problema.

Atenção na sensação sem o celular

A grande questão é como a pessoa se sente com a ideia de ficar sem seu celular. Se é possível curtir momentos sem ficar olhando ou postando o tempo inteiro.

Você já se perguntou quantas refeições fez na última semana sem encostar no celular? Seria capaz de passar uma tarde inteira na praia sem olhar o celular? Iria assistir a um show sem postar nada durante o show inteiro? E o mais importante: mesmo que você consiga ficar sem o celular, isso é confortável ou gera nervosismo?

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Números sobre o uso do celular

Vários números nos ajudam e entender o cenário atual a respeito dos excessos com celulares.

Os mais influenciáveis

Entre 13 e 25 anos, ou seja, na adolescência e no começo da fase adulta, é o período mais perigoso. Infelizmente os jovens ainda são muito influenciáveis e se deixam levar pela pressão social. Nessa fase da vida a importância da opinião alheia é maior.

Celular até dentro de casa

Hoje mais de 50% das pessoas continua usando o celular mesmo depois de chegar em casa. Esse número é curioso e, entre outras coisas, aponta indícios do fim do computador. Pode ser, inclusive, o começo do fim da televisão. Não que as pessoas vão deixar de usar a TV, mas muita gente já usa o recurso do espelhamento da tela do celular para ver na tela grande o que está sendo tocado no seu celular.

Foco no “eu”

Outro dado que impressiona é a análise da importância do “eu” em cada meio. Na média de uma conversa normal (pessoalmente), as pessoas costumam falar 30% do tempo sobre si mesmas. Nas redes sociais esse aspecto muda completamente de figura. A média online é falar de si mesmo em alarmantes 90% do tempo.

Perigo real

Mas o mais assustador é pensar nas consequências do uso excessivo nos jovens. Um estudo mostrou que jovens que passam três ou mais horas na internet diariamente têm chances 35% maiores de se sentirem tristes, terem depressão e até cometerem suicídio do que os que passam menos de uma hora por dia. E com os mais exagerados os números pioram. Entre os que passam mais de cinco horas diárias conectados, as chances são 71% maiores.

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Posicionamento de grandes empresas

Algumas grandes empresas têm demonstrado preocupação com essas questões. A opinião pública está de olho e é importante que elas se posicionem a favor da saúde das pessoas. Não adianta focar apenas em lucro, se seus usuários estiverem adoecendo.

Facebook

Em 2017 o Facebook, que é a maior rede social do mundo, entrou de vez nessa discussão. Com um texto chamado “Passar o tempo nas redes sociais faz mal?” eles apontaram diversos benefícios que a rede traz, mas ressaltaram os lados negativos e os perigos para a saúde e a vida das pessoas, inclusive baseando esse posicionamento em pesquisas científicas.

A conclusão parece óbvia para os mais sensatos: o problema não é usar a rede, mas sim como usar. Usar de forma saudável, sem perder a noção do tempo, e consumindo conteúdo relevante. Com base nessas questões, o Facebook anúnciou a implementação de algumas mudanças em sua plataforma. Além das pesquisas, essas mudanças também chegaram depois de duras críticas que o Facebook recebeu de alguns ex-executivos da empresa.

Uma das mudanças é o uso da inteligência artificial para exibir conteúdos com potencial para interações significativas. Isso favorece postagens que as pessoas tendem a gostar e comentar coisas boas. Além disso, implementaram sistema de “bloqueio temporário” para evitar algumas páginas, assuntos ou pessoas por um determinado tempo. Importantíssimo para evitar ver postagens de um relacionamento anterior, ou evitar notícias tristes ou irritantes sobre algum assunto específico.

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Apple

O carro-chefe da Apple não é uma rede social, mas mesmo assim a famosa empresa da maçã tem preocupações. Em 2018 um grupo de acionistas fez duras cobranças sobre ferramentas de controle de tempo no celular.

A ideia era fazer com que a Apple adotasse medidas para facilitar as limitações de uso impostas pelos pais. Os limites seriam aplicados a redes sociais, jogos e aplicativos de mensagens e onde mais os pais quisessem. Ela seria aplicada tanto em celulares quanto em tablets, e teria opções para acompanhar esse uso através de dados.

A preocupação dos acionistas era com o que eles chamaram de “consequências negativas não intencionais”. Ou seja, os aspectos viciantes do uso contínuo de dispositivos móveis e o impacto disso na nova geração. A ideia é não permitir mais que jovens e crianças percam a noção do tempo manuseando seus aparelhos.

Os acionistas enviaram, inclusive, uma carta aberta à Apple. Nela, usavam dados de pesquisas para embasar o posicionamento e o pedido. Entre elas, algumas apontavam o posicionamento de professores a respeito dos alunos nos últimos anos. Relatórios mostravam alunos mais distraídos, sonolentos e sem foco. Além disso, pareciam surpreendidos pelo fato de que os jovens estavam interagindo menos entre si. Até mesmo nos intervalos, quando eles costumavam brincar e conversar, agora a maioria ficava no celular.

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Toda compulsão é negativa

Diversos exemplos mostram que mesmo coisas boas podem se tornar negativas em exagero. Desde hábitos cotidianos até cuidados com o corpo ou foco de nossos pensamento. Tudo o que é exagerado acaba se tornando prejudicial.

O mesmo acontece com o uso de celulares. As pessoas perdem a noção do tempo porque não estabelecem limites para si mesmas. Além disso, não organizam seus cronogramas para encaixar outras atividades. Como o celular está sempre próximo e disponível, acaba sendo o recurso de quem não planejou outra ocupação.

Afinal, se as pesquisas apontam que quanto mais tempo as pessoas ficam online, menos felizes elas são, por que insistimos nesse hábito? Será falta de conhecimento da pesquisa? Ou a crença de que “comigo vai ser diferente”?

Atenção à vida real

A verdade é que a pressão social é muito forte. Muita gente ao nosso redor continua alimentando o ciclo. Postando seus passeios, jantares, viagens e momentos felizes.

A vida real nem sempre é feliz, e precisamos entender e aceitar isso. Nas redes sociais pode parecer que tudo é alegria, abundância, animação e felicidade. Mas na vida real existem demissões, doenças, mortes, mentiras, acidentes, falta de dinheiro, fim de relacionamento, etc. A lista pode ir muito mais longe.

Precisamos aprender a filtrar as informações que recebemos pela internet. Entender que, de maneira geral, as pessoas vão expor só a melhor parte. Assim teremos mais chance de não ficarmos deprimidos pelo fato de nossa vida não ser perfeita, pois nenhuma é.

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