Hoje em dia é praticamente impossível viver sem ter internet. Andar na rua sem uma boa internet móvel já é complicado, certo? Imagina então voltar do trabalho e não ter internet em casa? Impensável. Mas isso não é motivo pra achar que vale a pena compartilhar internet.

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Não é só internet

Quando solicitamos que uma empresa de telecom instale internet na nossa casa, pensamos em várias coisas, certo? Primeiro avaliamos a qualidade da empresa, o valor do plano, e os benefícios dele.

Além disso, também queremos outras coisas que não são tão fáceis de mensurar. Entre elas estão segurança, conforto, tranquilidade e a certeza de que tudo funcionará sempre.

Compartilhar internet compensa?

A ideia de compartilhar internet pode até parecer boa, mas só a princípio. Quando a gente pensa um pouco mais sobre o assunto, logo entende que pode dar problema.

No campo das ideias, dividir internet pode significar economia. Pra alguns usuários mais inconsequentes, qualquer tipo de economia já é válida. Às vezes acaba não importando se o vizinho se conecta na sua rede ou se ele é quem conecta na rede do vizinho. Mas na verdade as duas situações podem ser problemáticas.

Problemas diversos ao compartilhar internet

Alguns problemas são apenas coisas chatas, mas possíveis de resolver. Você conversa com o vizinho, faz algum tipo de combinado, e pronto.

Outros são um pouco maiores, trazendo incomodações grandes. Pode resultar em briga na vizinhança (ou no condomínio), fofoca e gente parando de se falar. Ou pior, pode resultar em uma ação na justiça.

Mas bem pior do que esses, são os problemas realmente graves, que entram na esfera criminal. É importante lembrar que tudo o que fazemos pela internet passa pelo provedor. E não podemos esquecer que quando dividimos a internet com alguém, usamos o mesmo provedor. Pior: para esse provedor, todos os usuários são o mesmo cliente.

Não seja otimista

No começo, toda relação parece que vai trazer só coisas boas. É assim com diversas amizades, colegas de trabalho e até em relacionamentos amorosos. Mas é com o tempo que as pessoas se revelam, e é justamente aí que mora maior o perigo.

Por mais que algumas pessoas ainda insistam em ter uma visão ultrapassada, internet é coisa séria, sim. O que se faz online pode ter consequências graves. A maioria dos países do mundo, inclusive, já vem ajustando suas leis pra tratar de assuntos digitais. Não dá mais pra pensar em internet de forma inconsequente como se fosse algo anônimo.

Números

Dados de um centro de estudos de tecnologia revelaram números impressionantes. Segundo eles, 18% dos brasileiros se conectam através de redes de vizinhos. Mas calma, para cada pessoa que faz isso, é preciso que exista um vizinho irresponsável compartilhando. Ou seja, isso significa que 36% dos usuários de internet no Brasil dividem a internet. Isso é mais do que 1 a cada 3 usuários.

Motivos para não compartilhar internet

Já falamos de forma superficial sobre como compartilhar internet pode ser problemático. Agora vamos abordar os temas de forma mais específica e detalhada. Acompanhe nossa lista de motivos.

Nossa lista começa com um motivo meramente burocrático e vai ficando mais série. Acompanhe até o final para entender como compartilhar internet pode ter consequências graves.

Contrato não permite compartilhar internet

A grande maioria dos provedores de internet não permite que você compartilhe seu sinal. Isso não é apenas uma mera orientação e desejo, está no contrato.

Claro, sabemos que cada operadora tem seu próprio modelo contrato. Esses contratos podem ser diferentes entre si, é verdade. Inclusive, a mesma operadora pode ter modelos que vão variando com o tempo. É normal atualizar contratos para se adequar a novos serviços e novos comportamentos do usuário.

Apesar dessas variações, o padrão continua sendo um só: compartilhar internet não é permitido.

Você já leu um contrato de prestação de serviço de internet? É provável que não. A grande maioria dos usuários assina e contrata sem ler. Infelizmente essa é uma verdade para diversos tipos de serviço, não apenas de internet.

Ao assinar um contrato sem ler, você está afirmando que concorda com algo que não sabe o que é. Isso significa que, além de compartilhar internet, você também pode acabar quebrando outras regras. Isso pode resultar em cancelamento do serviço ou até em cobrança extra.

Queda no desempenho e na qualidade

Planos de internet costumam ter limites muito bem determinados. Ao compartilhar internet, você está concordando que mais pessoas podem dividir o mesmo serviço limitado.

E vamos combinar que já é difícil verificar o uso da internet dentro da mesma família, certo? Imagina quando envolver outra família em outro imóvel, aí fica quase impossível.

Quantidade de dispositivos

Você sabia que um roteador tem limitações? Eles são aparelhos que dividem a internet e um dos fatores dessa divisão é a quantidade de itens conectados. Cada celular, cada computador e cada tablet do vizinho será um dispositivo a mais na rede. Você já parou pra fazer as contas de quantos dispositivos estarão ligados na mesma rede?

E se o seu vizinho receber amigos para jantar? Ou se o filho do vizinho receber amiguinhos em casa? Essas pessoas provavelmente também irão se conectar à sua rede wi-fi. Já pensou quando tiver festa de aniversário com vários convidados na casa do vizinho? Melhor nem pensar.

Qualidade do sinal

A qualidade do sinal da sua internet também pode ser diretamente afetada. Talvez se o vizinho usar a internet pra enviar um e-mail ou ler algumas mensagens não prejudique tanto. Mas e se ele começar a assistir a um filme? E se o filho do vizinho tiver assistindo Youtube?

Hoje em dia serviços de streaming de vídeo são os principais focos de uso de internet. Não tem como acreditar que a pessoa que divide a internet não vai usar para esse fim.

Vídeos também são particularmente pesados. Especialmente em serviços que exibem filmes e seriados. Empresas como Netflix, por exemplo, querem que seus assinantes recebam a melhor qualidade possível. Ou seja, é provável que seu vizinho use bastante da sua banda da internet, mesmo sem querer.

Além disso, downloads também aferam diretamente o funcionamento da rede. Pode ser que seu vizinho faça o download de um aplicativo no celular? Pode. Mas ele também pode baixar um software pesado no seu computador, ou até pacotes com centenas ou milhares de arquivos. Isso faria com que sua internet ficasse quase inutilizável na sua casa.

Se seu vizinho não quer contratar internet para a casa dele, também não deve ter um bom plano de internet móvel. Supondo que isso seja verdade, outra atividade que ele pode fazer é baixar coisas na rede wi-fi para usufruir quando tiver fora de casa. Mapas, músicas, podcasts, filmes ou temporadas inteiras de seriados – ou tudo isso ao mesmo tempo.

Confiança

Seja o vizinho usando a sua internet, ou você usando a dele, tanto faz. O momento em que será preciso reiniciar o modem eventualmente vai chegar. E aí, se o morador do lugar onde a internet foi instalada não estiver em casa, como faz?

Você tem a chave da casa do seu vizinho? Ele tem a chave da sua casa? A confiança é tão grande que um deixaria o outro entrar sozinho em sua residência? A qualquer momento do dia, da noite ou em finais de semana?

O que acontece se sumir algum objeto de valor enquanto um vizinho tem a chave da casa do outro? Pode ser um relógio, jóias, óculos, um carregador de celular, ou um dinheirinho na gaveta. A partir do momento que outra pessoa pode acessar sua casa, qualquer objeto perdido gera mal estar.

Compartilhar internet confunde a justiça

Por último, deixamos o motivo mais sério da lista. As decisões judiciais vem sendo tomadas contra as pessoas que usam internet compartilhada.

Bancos já tem precedente para não precisar reembolsar clientes vítimas de golpe, por exemplo. A ideia é que se o problema de segurança aconteceu dentro da sua rede, é sua responsabilidade.

Políticos já ganharam ações contra os responsáveis por uma rede de internet. Isso aconteceu mesmo depois eles alegarem que os comentários que atacavam a imagem desses políticos partiram de outros dispositivos que não os dos responsáveis. Ou seja, a responsabilização, para a justiça, tem relação direta com o titular do contrato.

Crimes mais graves

Quem divide a internet também está sujeito a responsabilização por outros crimes mais graves. Pirataria, pedofilia, racismo, pornogafia, difamação, ou golpes online são apenas alguns exemplos.

Você não sabe se seu vizinho vai baixar filmes de forma ilegal. Muito menos o tipo de besteira que ele pode postar nas redes sociais. Menos ainda se ele participar de um esquema que envolva troca de arquivos ilegais.

Quando esse tipo de crime mais pesado é revelado, as reportagens acabam mostrando o espanto de parentes, amigos e vizinhos dos responsáveis. Normalmente tudo é feito de forma escondida, fazendo com que esse tipo de criminoso pareça uma pessoa normal até que o esquema seja revelado. Até que ponto você realmente conhece seu vizinho?

Presunção de identidade

A verdade é que existe uma presunção de identidade. A responsabilidade sempre será do titular do contrato até que ele prove o contrário. Será que realmente vale a pena correr esse risco? Quanto vale a sua paz?

Esperamos ter ajudado você a entender que compartilhar internet pode ser um péssimo negócio. Para seguir com conteúdo de qualidade do universo digital, continue acompanhando nosso blog!

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